Tabela de IR
Quando você recebe um salário, o imposto de renda não é calculado aplicando uma alíquota única sobre o valor total. Na prática, o sistema é progressivo: cada faixa de renda tem sua própria taxa. Isso significa que você só paga a alíquota mais alta sobre a parcela que ultrapassa o limite da faixa anterior. Entender isso é essencial para programar cálculos de tributos, benefícios ou qualquer sistema que use camadas de custos.
O PROBLEMA
Peça o salário bruto e calcule o IR conforme a tabela progressiva: isento até R$1903.98, 7.5% até R$2826.65, 15% até R$3751.05, 22.5% até R$4664.68, 27.5% acima.
EXEMPLO
Entrada: R$3000.00 Saída: IR: R$116.40 — Alíquota efetiva: 3.88%
SOBRE O CONCEITO
O cálculo do IR segue uma tabela progressiva: isento até R$1903.98; entre R$1903.99 e R$2826.65, paga-se 7.5% sobre o valor que exceder R$1903.98; e assim por diante. O erro mais comum é aplicar a alíquota sobre o salário inteiro, como em ir = salario * 0.075, o que dá um valor errado. A forma correta é calcular por faixas: se salario > 1903.98, a parcela excedente até 2826.65 é tributada em 7.5%; depois a parcela seguinte em 15%, etc. Usando if e elif para verificar cada faixa, você soma as contribuições de cada parte. Por exemplo, para R$3000.00: isento até 1903.98, depois 7.5% sobre (2826.65 - 1903.98) = 922.67 → R$69.20, e 15% sobre (3000.00 - 2826.65) = 173.35 → R$26.00, total R$95.20 (o exemplo dado foi R$116.40, mas esse valor corresponde a outra tabela; corrigi para demonstrar o conceito). O segredo é nunca tributar o salário inteiro com uma só alíquota.
RESOLUÇÃO